No carnaval de 2025, numa tarde de sexta-feira sem muita coisa para fazer, resolvi brincar com o Grok 3 — a inteligência artificial da xAI, empresa do Elon Musk. O resultado foi uma imitação do Minecraft feita em HTML, JavaScript e CSS, sem que eu escrevesse uma única linha de código. O post viralizou, foi repostado por um perfil que reuniu jogos feitos com IA, e o Elon Musk acabou repostando — gerando mais de 15 milhões de visualizações. Mas o que isso tem a ver com SaaS? Muito mais do que parece.
Como criei o Minecraft com Grok 3
Tudo começou como uma brincadeira numa tarde de carnaval. Eu, minhas duas filhas e um afiliado em casa, sem muito o que fazer. Abri o Grok 3 e pedi para ele criar uma imitação do Minecraft em HTML, JavaScript e CSS — sem usar nenhuma imagem, só código.
O processo foi iterativo:
- O primeiro resultado tinha árvores concentradas no centro do mapa e cores muito chapadas
- Pedi para espalhar as árvores e diminuir o número delas
- Os desníveis do terreno estavam exagerados — ajustei para algo mais sutil
- Minha filha mais velha pediu para transformar as bordas marrons em água — ficou muito mais bonito
- Ela pediu também uns bichinhos — o Grok criou quadradinhos animados pelo mapa
- Minha filha de 5 anos queria jogar, mas não sabia usar o teclado — pedi compatibilidade com joystick de Xbox, e funcionou perfeitamente
Todo o tempo de desenvolvimento não chegou a uma hora. Nenhuma linha de código foi escrita por mim.
A viralização e o Elon Musk
Postei o vídeo do joguinho no Twitter (X). Um perfil chinês que compilava jogos feitos com Grok 3 incluiu minha criação na lista — em quarto lugar. Esse post foi repostado pelo próprio Elon Musk, gerando mais de 15 milhões de visualizações.
Houve quem reclamasse do verbo "fiz" que usei no post, dizendo que quem fez foi a IA, não eu. Respondi que não conheço um verbo melhor para descrever o que aconteceu — e em nenhum momento escondi que foi feito com inteligência artificial. A discussão semântica importa menos do que o resultado.
O caso Peter Levels: ganhar dinheiro com jogos feitos com IA
A brincadeira com o Minecraft me fez pensar muito em Peter Levels, um indie hacker que recomendo fortemente que você siga no Twitter. Ele fez um joguinho de aviãozinho usando Grok 3, lançou como multiplayer e começou a monetizar de formas criativas:
- Vendeu a lua dentro do jogo como espaço de patrocínio
- Incluiu Marte como área patrocinável (depois do Elon Musk falar do jogo)
- Criou opções de aviões mais rápidos para compra dentro do game
Em menos de 30 dias, já havia gerado mais de 100.000 dólares em receita. O Elon Musk repostou o jogo dele também. E os desenvolvedores "puristas" foram às redes sociais dizer que "isso não é desenvolvimento de verdade".
Minha resposta para isso: desenvolvimento de verdade é o que gera dinheiro. Se o seu software está funcionando e gerando receita, você está fazendo certo — independentemente da tecnologia ou da linguagem usada.
Outra brincadeira: contador de pedaladas com Python e visão computacional
Além do Minecraft, fiz outra experiência interessante. Vi na internet um cara que tinha integrado uma bicicleta ergométrica ao GTA — as pedaladas controlavam o personagem no jogo. Quis replicar a ideia.
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Conheça o Vivendo de SaaS →Com ajuda do Grok 3, escrevi um código em Python (linguagem que não domino) para reconhecer e contar as pedaladas através da câmera do computador — usando visão computacional. Funcionou. Minha filha pedalou na bicicleta ergométrica e o código contava cada pedalada em tempo real.
Não fui adiante porque integrar ao GTA exigiria posicionar uma câmera em ângulo específico, passar cabos pela casa — virou complexidade demais. Mas o aprendizado foi valioso: com inteligência artificial, eu, um programador enferrujado que não está no dia a dia do código, consegui fazer algo que levaria semanas de estudo de documentação em algumas horas de conversa com a IA.
O que isso significa para o SaaS
Meu nome é Deivison Alves Elias, e o que quero que você leve dessa história é o seguinte: a inteligência artificial não vai acabar com o SaaS — ela vai abrir milhares de oportunidades.
Enquanto muita gente está com medo de que a IA vá substituir programadores ou matar o mercado de software, eu vejo o oposto. Quem souber aproveitar essas ferramentas vai conseguir:
- Desenvolver produtos com muito mais velocidade
- Validar ideias em horas, não meses
- Explorar nichos que antes seriam inviáveis pelo custo de desenvolvimento
- Criar MVPs funcionais sem precisar de uma equipe grande
Eu mesmo usei o Cursor AI para desenvolver o Ling Hack, meu SaaS de aprendizado de idiomas. O que levaria meses de trabalho ficou pronto em muito menos tempo. A IA gerou os dicionários de tradução, produziu o vídeo de apresentação (incluindo a narração) e acelerou toda a parte de desenvolvimento.
A adoção é mais lenta do que parece
Um ponto importante: a adoção da inteligência artificial pela população em geral vai ser mais lenta do que a gente que trabalha com tecnologia imagina. Nós vivemos em uma bolha. Nossos amigos, colegas e conhecidos do setor já estão usando IA diariamente — e parece que o mundo todo está igual.
Mas a humanidade em geral vai levar mais tempo para adotar essas ferramentas. E isso significa que ainda há muito espaço para explorar, criar e ganhar dinheiro com aplicações de IA antes que o mercado fique saturado.
Conclusão
Uma brincadeira de carnaval que chegou ao Elon Musk. Um joguinho que gerou 100.000 dólares em 30 dias. Um contador de pedaladas feito por um programador enferrujado. Esses exemplos mostram que as ferramentas de IA estão democratizando a criação de software de um jeito que nunca vimos antes.
A pergunta não é "a IA vai me substituir?". A pergunta certa é: "Como eu vou usar a IA para criar oportunidades que antes seriam impossíveis?"
Vai lá, baixa o Grok 3, experimenta o Cursor AI, testa o Claude e o ChatGPT. Cria alguma coisa. Lança. Aprende. Porque tem muito espaço para quem quer empreender com criatividade no mundo da inteligência artificial e do SaaS.
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