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Quase Renda Passiva com Software: como funciona o modelo SaaS

👤 Deivison 📅 Ago 11, 2025 ⏱ 6 min de leitura

Não é renda passiva — mas é o que mais se aproxima disso. Quem conhece Deivison Alves Elias e o canal Vivendo de SaaS sabe que ele não vende promessas fáceis. Mas quando o assunto é Software como Serviço, a comparação com renda passiva não é exagero: é uma descrição honesta de como o modelo funciona na prática.

Por que não é renda passiva — e por que é quase isso

Renda passiva de verdade é um ativo que gera dinheiro sem trabalho contínuo: uma aplicação financeira, um imóvel alugado, dividendos de ações. O SaaS exige trabalho — especialmente no início, quando você precisa desenvolver o produto, aprender a vender, estruturar o suporte e resistir ao churn. Mas com o tempo, a estrutura se consolida e o modelo começa a se autossustentar com muito menos esforço do que qualquer outro negócio tradicional.

A lógica é simples: você constrói o software uma vez e pode alugá-lo para um número praticamente ilimitado de clientes. Não existe equivalente físico para isso. Um imóvel pode ser alugado para uma família por R$ 1.000 por mês. Para ganhar R$ 20.000 por mês com imóveis, você precisaria de 20 propriedades — um capital inacessível para a maioria. Um software a R$ 200 por mês pode ser vendido para 100 clientes sem nenhum custo incremental relevante.

O poder da recorrência: a mágica que parece lenta mas funciona

O eGestor foi lançado em janeiro de 2009. Deivison Alves Elias investia R$ 300 por mês em anúncios pagos, o software ainda tinha problemas, as vendas eram poucas. Mas a recorrência funciona como uma galinha que enche o papo grão a grão: cada cliente conquistado continua pagando no mês seguinte, e no outro, e no próximo ano. Mesmo que um mês fraco não gere novas vendas, os clientes dos meses anteriores sustentam a receita.

Com o tempo, o eGestor cresceu a ponto de operar em um prédio próprio com equipe de vendas, suporte, desenvolvimento e onboarding. Não aconteceu da noite para o dia — mas aconteceu a partir de um modelo que permite esse crescimento composto.

As três vantagens fundamentais do SaaS

Deivison Alves Elias resume as vantagens do SaaS em três palavras: recorrência, escalabilidade e equity.

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  • Recorrência: você vende em janeiro e continua recebendo em julho. Se julho for um mês fraco em novas vendas, o negócio não quebra — porque a base acumulada sustenta a operação. Essa previsibilidade é o que diferencia SaaS de qualquer negócio baseado em venda única.
  • Escalabilidade: o custo de atender o centésimo cliente é muito menor do que o custo de atender o primeiro. Infraestrutura de servidor, suporte e código já existem — você não precisa construir de novo para cada novo cliente. Isso é diferente de uma fábrica de software, onde cada novo projeto exige um novo ciclo completo de desenvolvimento.
  • Equity: um SaaS pode ser vendido. A marca, a base de clientes, o código e os processos têm valor de mercado. O eGestor poderia ser vendido amanhã — os clientes continuariam usando o software sem nem perceber a troca de dono. Isso é equity: um ativo que vale dinheiro além da receita mensal que gera.

Quanto você precisa para começar

Menos do que você imagina. Não é necessário ter capital para comprar servidores, contratar uma equipe ou alugar um escritório no primeiro dia. Deivison começou o eGestor com investimento mínimo e foi escalando conforme a receita crescia. Hoje, seu maior custo operacional é a folha de pagamento da equipe de vendas — porque ele escolheu crescer agressivamente. Quem prefere crescer devagar pode operar com estrutura muito menor e ainda assim construir um negócio sólido.

Para quem não sabe programar, existem plataformas no-code e low-code como Bubble e FlutterFlow que permitem construir softwares funcionais sem escrever uma linha de código. Não são perfeitos, mas são suficientes para validar uma ideia com os primeiros clientes reais.

Os desafios reais que você vai enfrentar

Honestidade é uma marca do conteúdo de Deivison Alves Elias, então é justo listar os desafios reais do modelo:

  • Desenvolver o produto: seja você mesmo codificando, contratando um programador ou usando no-code, o software precisa existir e funcionar bem o suficiente para alguém pagar por ele.
  • Vender: a barreira psicológica de ligar para um desconhecido e oferecer um software é real — mas superável. A vontade de ganhar dinheiro precisa ser maior do que a timidez.
  • Churn: clientes cancelam. Acontece por qualquer motivo — o software não foi usado, o negócio do cliente fechou, apareceu um concorrente. Existem técnicas para reduzir o churn, mas zero churn não existe. O que existe é um churn controlado e menor do que a taxa de crescimento.

SaaS famosos que você já usa

Para dar perspectiva: Canva, Gmail (na versão paga corporativa), Netflix, Slack, Salesforce e RD Station são todos SaaS. Alguns são gratuitos para o usuário final mas cobram de empresas. Outros cobram diretamente do usuário. Todos seguem o mesmo princípio: software hospedado pelo fornecedor, acessado pelo cliente mediante pagamento recorrente.

O RD Station, empresa brasileira de automação de marketing, cresceu tanto com esse modelo que foi comprado pela TOTVS. Isso é equity na prática: um produto SaaS construído com metodologia, base de clientes e marca — vendido por um valor que reflete todo esse trabalho acumulado.

Por onde começar

O caminho mais prático é escolher um problema que você conhece bem, identificar um grupo de pessoas que sofre com esse problema e cobram por uma solução — mesmo que imperfeita no início. Comece pequeno, valide com os primeiros clientes pagantes, use o feedback para melhorar e reinvista a receita em crescimento. Não é renda passiva desde o primeiro dia. Mas é um dos negócios mais próximos disso que existem — e está disponível para qualquer pessoa com vontade de aprender e construir.

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