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SaaS: O Imóvel Digital que Aluga Sozinho

👤 Deivison 📅 Jan 22, 2026 ⏱ 6 min de leitura

E se eu te dissesse que é possível construir um patrimônio digital que gera renda recorrente todo mês, assim como um imóvel que você aluga? Esse é exatamente o modelo de negócio do Software como Serviço — o SaaS. Deivison Alves Elias, fundador do eGestor e do canal Vivendo de SaaS, explica com clareza e experiência prática como transformar seu conhecimento em programação num ativo que trabalha por você, mesmo enquanto você dorme.

O Paralelo entre SaaS e Imóveis: Patrimônio que Gera Renda Passiva

Muitas pessoas investem em imóveis como forma de proteger patrimônio e gerar renda com aluguel. O SaaS funciona com a mesma lógica: você constrói um software uma vez e o aluga para dezenas, centenas ou milhares de clientes simultaneamente. A grande vantagem é que, teoricamente, o custo marginal de atender mais um cliente é quase zero, o que torna o modelo extremamente escalável.

Deivison iniciou essa jornada em 2009, lançando o eGestor — um software de gestão para micro e pequenas empresas — com apenas três sócios e um orçamento de R$ 300 por mês em propaganda paga. Hoje, o software conta com mais de 30.000 clientes em todo o Brasil. Essa trajetória demonstra que é possível construir um negócio sólido e lucrativo com capital próprio, sem precisar de investidores externos.

"O suor seca quando cai no chão. Para ganhar dinheiro de verdade, não basta trabalhar mais — é preciso aprender a estruturar sua empresa e suas finanças." — Charlie Munger, citado por Deivison Alves Elias

Bootstrap: Crescendo com Capital Próprio e Lucratividade

Bootstrap é o modelo de crescimento sem investidores externos, usando apenas o capital gerado pelo próprio negócio. Deivison defende essa abordagem com convicção, baseado na sua experiência de mais de 15 anos à frente do eGestor. No contexto brasileiro, onde o ecossistema de venture capital ainda é limitado comparado aos Estados Unidos, o Bootstrap se torna uma alternativa não só viável, mas muitas vezes preferível.

A mentalidade do Bootstrap exige disciplina financeira rigorosa: reinvestir o máximo possível no crescimento do negócio, tirar o mínimo necessário para se sustentar nos primeiros anos e manter uma lucratividade de pelo menos 30% para criar uma reserva contra imprevistos. Um negócio com margens muito apertadas quebra no primeiro obstáculo que aparecer.

MRR: A Métrica que Define o Valor do Seu Imóvel Digital

No SaaS, a métrica mais importante é o MRR — Monthly Recurring Revenue ou Receita Recorrente Mensal. É a soma de tudo que seus clientes pagam por mês. Deivison sempre pensou no MRR como seu salário: não o que ele sacava para si, mas o indicador de saúde e crescimento do negócio.

Um marco significativo na história do eGestor foi atingir R$ 20.000 de MRR. Foi nesse momento que Deivison tomou duas decisões importantes: mudou o escritório para um espaço maior e pediu sua namorada em casamento. Isso ilustra perfeitamente como a recorrência cria estabilidade e previsibilidade — características que um projeto avulso jamais oferece.

"Eu sempre pensava no MRR como o meu salário. Quando chegamos a R$ 20.000 de receita recorrente, pensei: acho que já consigo sustentar uma família."

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A Armadilha do Código Perfeito e a Importância de Pensar no Negócio

Um dos erros mais comuns entre programadores que empreendem é passar tempo demais otimizando o código e pensando em escalabilidade técnica antes de ter clientes. Deivison é enfático: você está construindo um negócio, não apenas um produto. O produto é apenas um dos famosos 4 Ps do Marketing — Produto, Preço, Praça e Promoção. Focar somente no produto é uma burrice estratégica.

A técnica que ele chama de PPT — Pega o Telefone — resume bem essa filosofia: ao invés de refatorar código, ligue para seus clientes. Converse com eles, entenda suas necessidades reais, aprenda sobre o mercado. Essa interação direta vale mais do que qualquer métrica interna, pois revela a realidade do cliente de forma que nenhum dashboard consegue capturar.

Reduzindo o Churn: Mantendo os Inquilinos do Seu Imóvel Digital

De nada adianta conquistar novos clientes se você perde os antigos na mesma velocidade. O churn — taxa de cancelamento — é o furo no balde que impede o crescimento. Empresas com alto LTV (Lifetime Value) crescem muito mais do que aquelas com alto volume de leads mas baixa retenção.

Algumas estratégias práticas para reduzir o churn que Deivison recomenda:

  • Substituir boleto mensal por cartão de crédito ou planos anuais — o boleto mensal força o cliente a tomar uma decisão de compra todo mês.
  • Criar planos de fidelidade para engajar e recompensar clientes de longa data.
  • Implementar onboarding estruturado — guiar o novo cliente até o primeiro sucesso dentro do software é fundamental para a retenção.
  • Medir pontos de sucesso do cliente — identificar as ações que indicam que o cliente está se beneficiando do produto e garantir que o maior número possível de clientes chegue a esses marcos.

Marca, Conteúdo e Diversificação: A Sustentabilidade do Crescimento

Em 2014, Deivison percebeu que a dependência exclusiva de propaganda paga era insustentável. O custo de aquisição de clientes havia subido drasticamente com a chegada de mais concorrentes no leilão de palavras-chave. A solução foi investir em marketing de conteúdo, especialmente blog com foco em SEO, o que permitiu à empresa se livrar da dependência das campanhas pagas e continuar crescendo.

O que sustentou as vendas durante a transição foi a força da marca que havia sido construída ao longo de cinco anos. Clientes satisfeitos indicavam outros, o boca a boca funcionava. Isso reforça a importância de investir em marca desde o início — mesmo que indiretamente, por meio de atendimento de qualidade e produto confiável.

"Pense na sua empresa de software como serviço como esse imóvel que você vai alugar para várias pessoas. É mais barato do que comprar um monte de imóveis — e escala de um jeito que imóvel físico nunca conseguirá."

Conclusão: Seu Software Pode Ser Seu Maior Patrimônio

A comparação entre SaaS e imóveis não é apenas uma metáfora bonita — é uma forma de reorientar a mentalidade do programador empreendedor. Você já tem o conhecimento técnico, que levou anos para construir. O próximo passo é aplicar esse conhecimento de forma estratégica: pensar em recorrência, em retenção, em marca, em processos de venda e em crescimento sustentável.

Se você quer aprender mais sobre como construir uma empresa de software como serviço de maneira lucrativa e com capital próprio, inscreva-se no canal Vivendo de SaaS e acompanhe os conteúdos que Deivison Alves Elias publica regularmente sobre esse universo.

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