Ser programador é como ter uma licença para imprimir dinheiro? Essa frase polêmica gerou muita discussão na internet, mas carrega uma verdade importante: o mercado de SaaS (Software as a Service) é gigante, cheio de oportunidades e, muitas vezes, subestimado por quem ainda foca apenas no mundo dos infoprodutos. Neste artigo, Deivison apresenta uma visão otimista e baseada em dados reais sobre por que criar um software como serviço pode ser o melhor negócio do mundo.
Infoprodutos vs SaaS: uma comparação que vai te surpreender
Você já ouviu falar do Hotmart Galaxy? É um evento exclusivo para os 25 maiores infoprodutores do mundo. Para participar, é necessário faturar mais de R$ 15 milhões por ano. Parece muito dinheiro, não é? Mas o que poucas pessoas sabem é que, em cidades pequenas do interior do Brasil, existem empresas de SaaS que faturam mais do que isso.
Deivison mora em Santa Maria, no Rio Grande do Sul, uma cidade de aproximadamente 300 mil habitantes. E ali mesmo, na sua cidade, ele conhece pelo menos três ou quatro empresas de SaaS que faturam mais de R$ 15 milhões por ano. Ou seja, essas empresas estariam entre os maiores infoprodutores do mundo, se fossem infoprodutores.
A comparação deixa claro: o mercado de software como serviço é infinitamente maior do que o de infoprodutos. E por que a gente não ouve tanto sobre isso? Porque quem trabalha com infoproduto é o cara do marketing, que tira foto na frente de Ferrari e helicóptero para vender mais curso. Quem trabalha com SaaS quer vender o produto, não a própria imagem. Todo o marketing está direcionado ao produto, não à riqueza do fundador.
Números que comprovam o tamanho do mercado de SaaS
Para ter noção da dimensão desse mercado, basta olhar para os dados:
- 40% dos investimentos do Vale do Silício nos últimos 20 anos foram em empresas de SaaS, sendo a categoria que mais recebeu aportes entre todas as categorias de startup
- Foram criados mais de 300 unicórnios de SaaS apenas no Vale do Silício
- No Brasil, durante a pandemia, a RD Station foi comprada por R$ 1,86 bilhão pela Totvs
- O Bling foi vendido por R$ 524 milhões para a Local Web
- A Vindi foi adquirida por R$ 180 milhões pela mesma Local Web
Esses números mostram que existe muito dinheiro no mercado de software como serviço, e ainda há muita coisa para ser feita, muitos problemas para serem resolvidos, tanto no Brasil quanto no mundo.
As três características que fazem do SaaS o melhor modelo de negócio
Todo investidor experiente busca três características em um negócio. O SaaS as tem todas:
1. Recorrência
No SaaS, o cliente paga todo mês (ou todo ano) pelo acesso ao software. Isso gera uma previsibilidade de receita que poucos modelos de negócio conseguem oferecer. Você não precisa "reinventar a roda" todos os meses para gerar faturamento.
2. Escalabilidade
Compare com uma padaria: para escalar, você precisa alugar um novo ponto, comprar equipamentos, contratar um padeiro e repetir todo esse processo para cada nova unidade. No SaaS, escalar é muito mais simples. Talvez você precise de mais servidor, mais uma pessoa no suporte, mais uma no comercial, mas a operação cresce de forma muito mais eficiente. A equipe pode trabalhar em home office, de qualquer parte do mundo.
3. Equity
Essa é uma das grandes vantagens do SaaS que Deivison destaca com muita ênfase. Equity significa que a sua empresa tem valor por si própria, independente de você. O eGestor, software de Deivison, pode ser vendido amanhã e os clientes continuariam usando normalmente, sem nem perceber a mudança de dono. Isso é equity de verdade.
Já um canal do YouTube ou uma plataforma de conteúdo dependem da imagem do criador. Se Deivison vendesse o "Vivendo de SaaS" (canal, grupo, Instagram), o comprador teria dificuldades, porque as pessoas seguem a pessoa, não o produto. Por isso, até criadores de infoprodutos como o Primo Rico tiveram que fazer um esforço enorme para construir equity dentro da empresa deles, chamando outras pessoas e criando outros produtos.
Crescer sem investidor: o poder do bootstrapping
Outra vantagem importante do SaaS é que a maioria das empresas brasileiras do setor cresce sem investidor externo. Esse modelo se chama bootstrapping: crescer com capital próprio, sem precisar vender equity para fundos ou investidores.
Quer viver de SaaS? Aprenda a criar e escalar produtos SaaS com quem já viveu isso na prática.
Conheça o Vivendo de SaaS →No caso do eGestor, Deivison nunca aceitou investimento externo. O raciocínio é simples: ele não quer trabalhar para os outros. Prefere ter a empresa inteiramente sua. E esse é um caminho perfeitamente viável no mercado de SaaS, ao contrário do que muitos pensam.
SaaS pode ser global desde o primeiro dia
Diferente de uma padaria ou de um serviço local, um software como serviço pode nascer como um produto global. Você pode vender para Santa Maria, para Nova York, para o México, para qualquer lugar do mundo.
O LingHack, microSaaS criado por Deivison, é um exemplo real disso. Quando ele estava tendo dificuldades com meios de pagamento no Brasil, começou a fazer propaganda no México e logo tinha clientes mexicanos pagando mensalmente pelo software. A barreira geográfica no SaaS é muito menor do que em qualquer outro tipo de negócio.
Tem até uma história interessante do fundador do Pipedrive, que foi desafiado por um americano que dizia que os brasileiros se acomodam com a barreira do idioma, usando-a como proteção natural contra a concorrência global. O fundador aceitou o desafio e lançou um produto global desde o primeiro dia. Vale a pena pesquisar a história dele.
Infraestrutura barata e nichos inexplorados
Nunca foi tão barato construir e hospedar um software. AWS, Google Cloud, Azure e tantas outras opções permitem que você escale a infraestrutura conforme o crescimento do produto, pagando apenas pelo que usa. Ferramentas no-code e low-code também aceleraram o desenvolvimento, e as APIs de comunicação permitem integrar seu software com dezenas de outros produtos, tornando-o mais rico e valioso.
Um exemplo de nicho que Deivison menciona: um desenvolvedor que criou um software para complementar funcionalidades dentro do AutoCAD. Um nicho minúsculo, mas lucrativo. Quando o fundador disse que seu nicho era "muito específico", Deivison ficou curioso, e ao ouvir a história ficou impressionado com o quanto esse desenvolvedor estava ganhando.
A lição é clara: existem nichos e micronichos que ainda não foram explorados. Há muito problema para ser resolvido com software, tanto em grandes mercados quanto em mercados ultra-específicos.
Inteligência Artificial: atalho, não inimiga
Muito se fala sobre a inteligência artificial como uma ameaça para desenvolvedores. Deivison discorda totalmente dessa visão e defende que a IA é um atalho, não uma inimiga.
Um desenvolvedor que usa inteligência artificial é como ter superpoderes. Você consegue criar produtos mais rápido, automatizar o suporte, melhorar a experiência do usuário, reduzir custos e produzir conteúdo para atrair leads com muito mais facilidade.
No desenvolvimento do LingHack, Deivison usou inteligência artificial e conseguiu lançar o produto muito mais rápido do que teria conseguido sem ela. Houve problemas, sim: a IA às vezes gerava código errado, repetia trechos ou deletava coisas que não deveriam ser deletadas. Mas com conhecimento técnico e controle de versão via Git, era possível revisar, corrigir e avançar com segurança.
Plataformas como a Replicate.com e a Hugging Face oferecem uma enorme variedade de modelos de IA que você pode integrar ao seu software. Você não depende só do ChatGPT ou da OpenAI. O indie hacker holandês Pieter Levels, por exemplo, criou SaaS de transformação de fotos usando a Replicate antes mesmo do ChatGPT lançar sua versão de geração de imagens, fazendo muito sucesso.
Conclusão: ainda dá para ganhar dinheiro com SaaS
O mercado de software como serviço ainda está longe de ser saturado. Há muito dinheiro, muitos problemas a resolver e muitas oportunidades para quem quer construir algo sólido, com recorrência, escalabilidade e equity real.
Se você ainda está do lado de fora, talvez seja a hora de dar o primeiro passo. A inteligência artificial está aí para acelerar o desenvolvimento, a infraestrutura está cada vez mais barata e o mercado global está acessível como nunca. Ser programador, de fato, pode ser uma das melhores posições para empreender no mundo atual.
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